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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O Espírito da Primavera

Spirit of Spring, de Alphonse Marie Mucha
Seria uma manhã típica de primavera, não fosse o ar ainda seco pela falta de chuva.  O sol morde seu corpo. Ainda assim o vento bate em seu rosto trazendo novo ânimo e estranha energia. A natureza se renova e sua alma, assim como ela, se sente cheia de esperança, de alegria. O amor perfuma o deserto. A fonte lacrada agora jorra vida que arde em suas entranhas. É um sentimento que ao seu redor tudo pode se aniquilar, que renascerá cantando a simples olhar. Maria é a própria natureza.  A caminhada até o trabalho acrescenta sons de pássaros, acácias floridas, mangueiras carregadas e céu aberto. Maria nem se incomoda com as buzinas e a pressa dos motoristas. O amor que sente florescer é apenas um botão entreaberto. 

Maria vive período de grande iniciação, o que significa na prática que sai de uma mansão da alma para outra. Durante muito tempo pediu ao Cosmos que não a deixasse só, por algum tempo, chegou a pensar que sua vida só teria sentido se encontrasse sua alma gêmea, alguém que a  acompanhasse não apenas nas atividades terrenas, mas também pelo estreito caminho do misticismo. Hoje ela sabe que não precisa de nada disso. Basta um manhã harmonizada com o espírito da primavera.
Ela ama e é feliz!

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Manhã de primavera

Spring, de Frederick Walker



Hoje amanheceu tudo diferente. Por um lapso deixei meu celular carregando ao lado de minha cama e fui acordada às 5h da manhã. Era noite ainda. Não consegui mais dormir - ainda que minhas noites nunca sejam bem dormidas, porque acordo cada vez que um dos meus idosos se levanta para ir ao banheiro. Banho, corrida até à padaria e tênis (outra novidade!) para enfrentar a caminhada até o trabalho. O trajeto é curto e minha colega o faz em 10 ou 15 minutos. Levei quase 60, mas venci dois desafios, do joelho e da respiração. Gostei da experiência e estou pensando em repeti-la, pelo menos até entrar o horário de verão e me roubar esta preciosa hora.

Primavera



Poema de Alice Capel


Spring, de Alphonse Marie Mucha

A primavera chegou.
A nuvem cinzenta do inverno
dá um tímido e silencioso
toque de adeus,
levando consigo quimeras
que se dissiparam.
Há expectativa de felicidade
no cântico matinal dos pássaros
e no encanto das flores que se desabrocham
coloridas.
As canções da natureza calam em nós
como seiva revitalizadora
das flores sugadas pelo beija-flor.
Tudo é alegria!!!
Ora, há translúcida luz do sol
iluminando toda a natureza,
ora,há chuva que nos purifica
e revitaliza nossas almas
em aconchego interior.
Os trovões e os relâmpagos
ainda nos intimidam como sinal
de alerta de que nada é eterno.
Porém, é primavera.
Que ela faça renascer em nossos
corações a alegria de vivermos
em harmonia com toda
a natureza.